O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurológica que afeta a comunicação, interação social e comportamento. O diagnóstico pode ser desafiador, pois não existe um exame único que o identifique – ele é feito com base em observações clínicas e avaliações multidisciplinares.
O que é autismo?
O autismo, ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma condição de desenvolvimento que afeta a forma como a pessoa se comunica, interage e processa informações. Características comuns incluem:
- Dificuldades na comunicação social (contato visual reduzido, dificuldade em entender expressões faciais e ironias)
- Comportamentos repetitivos (balançar o corpo, fixação por rotinas)
- Interesses restritos (foco intenso em assuntos específicos)
- Sensibilidades sensoriais (hipersensibilidade a sons, luzes ou texturas)
O TEA é chamado de “espectro” porque abrange uma ampla variedade de sintomas e níveis de funcionalidade.
Diferença entre autismo leve, moderado e severo: entenda os níveis do TEA
O DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) classifica o autismo em três níveis de suporte necessário. Essa classificação ajuda a direcionar terapias e suportes adequados para cada indivíduo.
1. Nível 1 (Leve – “Exige suporte”)
- Comunicação: Consegue falar, mas pode ter dificuldade em manter conversas longas.
- Comportamento: Luta com mudanças de rotina e pode parecer desorganizado.
- Independência: Geralmente consegue viver de forma autônoma, mas pode precisar de ajuda em situações sociais.
2. Nível 2 (Moderado – “Exige suporte substancial”)
- Comunicação: Fala limitada ou repetitiva; pode precisar de auxílio para se expressar.
- Comportamento: Movimentos repetitivos mais evidentes; maior dificuldade em lidar com mudanças.
- Independência: Precisa de apoio em atividades diárias e interações sociais.
3. Nível 3 (Severo – “Exige suporte muito substancial”)
- Comunicação: Pode ser não verbal ou ter linguagem mínima.
- Comportamento: Comportamentos repetitivos intensos e grande dificuldade em lidar com alterações no ambiente.
- Independência: Necessita de assistência constante para tarefas básicas.
Autismo em meninas vs. meninos: por que o diagnóstico é diferente?
O autismo é quatro vezes mais diagnosticado em meninos do que em meninas, mas estudos sugerem que muitas meninas podem estar subdiagnosticadas. Por quê?
Diferenças no comportamento:
- Meninos tendem a apresentar comportamentos mais óbvios, como hiperfoco em temas específicos e maior resistência a mudanças.
- Meninas podem “mascarar” sintomas, imitando comportamentos sociais para se encaixar, o que dificulta a identificação.
Sintomas menos reconhecidos em meninas:
- Interesses socialmente aceitos (como obsessão por animais ou desenhos, em vez de trens ou números).
- Maior capacidade de camuflagem social (copiam gestos e expressões, mas sentem exaustão depois).
- Sintomas internalizados (ansiedade e depressão são mais comuns).
Por isso, muitas meninas só recebem o diagnóstico na adolescência ou vida adulta.
Como é feito o diagnóstico de autismo?
O processo envolve várias etapas e profissionais:
1. Triagem inicial (pediatra ou clínico geral)
- Questionários como M-CHAT (para crianças pequenas) ajudam a identificar sinais precoces.
2. Avaliação multidisciplinar
- Neurologista ou psiquiatra: Avalia critérios do DSM-5.
- Psicólogo: Aplica testes como ADOS-2 (observação direta) e ADI-R (entrevista com os pais).
- Fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional: Avaliam comunicação e habilidades sensoriais.
3. Diagnóstico fechado
- Baseado em critérios como:
- Dificuldades persistentes em interação social.
- Padrões restritos e repetitivos de comportamento.
- Sintomas presentes desde a infância.
4. Encaminhamento para intervenção
- Terapias como Análise do Comportamento Aplicada (ABA), fonoaudiologia e integração sensorial podem ser recomendadas.
Conclusão
O diagnóstico de autismo é complexo e deve ser feito por uma equipe especializada. Quanto mais cedo for identificado, melhores serão os resultados com intervenções adequadas.
Como a Clínica da Cidade pode te ajudar?
Se você desconfia que seu filho (ou você mesmo) pode estar no espectro, procure um neuropediatra ou psiquiatra para avaliação em uma unidade da Clínica da Cidade.
Com uma rede de clínicas acessíveis, a Clínica da Cidade oferece atendimento de qualidade com preços acessíveis, facilitando o acesso a exames regulares e tratamentos de ponta. Seu compromisso com a saúde e bem-estar dos pacientes é evidente em cada atendimento, proporcionando orientação, monitoramento constante e apoio para que você possa enfrentar essa jornada com mais tranquilidade.